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Mostrando postagens de Abril, 2020

Naná Vasconcelos - Lista #1

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Embora nascido no Recife, Naná Vasconcelos foi um artista do mundo. Sua música considera elementos sonoros de múltiplos lugares do mundo (especialmente da cultura africana). A percussão de Naná criou elementos orgânicos originais com resultados criativos e provocantes.

Ele foi eleito 8 vezes o melhor percussionista do mundo pela revista americana Down Beat e ganhador de 8 prêmios Grammy. Além de ser um artista diferenciado e querido no cenário musical Brasileiro e mundial.

Naná tocou com artistas como Egberto Gismonti, Milton Nascimento, Pat Metheny, Joachim Khan, Joyce, Ron Carter, Don Cherry, Melvin Gibbs, Jack DeJohnette entre outros.

A seguir temos a discografia de Naná tanto nos trabalhos solo como nas parcerias com outros artistas. Os discos que estão disponíveis no youtube acompanham links para essa plataforma.
DISCOGRAFIA • 4 Elementos (2013):  disco autoral do percussionista Naná Vasconcelos. Os 4 elementos apresenta 10 composições criadas a partir da  inspiração dos quatro …

DISCOS BRANCOS, LONDRES, ABBEY ROAD, RALPH MARCE

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No ano de 1968 Beatles grava o álbum branco nos estúdios Abbey Road, Londres. Em 1969, no Brasil, Caetano grava seu álbum branco (também chamado de álbum da assinatura) influenciado pelo trabalho dos Beatles. Um pouco depois Londres torna-se casa-exílio de Caetano, Gil, Jorge Mautner, Waly Salomão, Jards Macalé.

Alguns críticos consideram o disco Transa (1972) como o trabalho mais forte da carreira do Caetano, foi gravado no período em que estava exilado na Inglaterra. O produtor de Transa foi Ralph Marce que conheceu os brasileiros em 1969, quando tinha 39 anos e trabalhava como coordenador internacional da divisão pop da gravadora Philips. Ralph também tem participações no álbum The Man Who Sold the World (1970), de David Bowie (gravou teclados nesse disco). Grande parte das canções compostas por Caetano em Londres tem a parceria de Ralph Marce.

Rogério Duprat

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Talvez você não saiba, mas Rogério Drupat foi um dos responsáveis por desenvolver a sonoridade do movimento Tropicalista na música brasileira. Além de maestro e arranjador Drupat produziu discos de artistas como Caetano Veloso, Gilberto Gil e Mutantes.

Buscando algumas entrevistas do Rogério Duprat (na internet) encontrei uma muito boa que está disponível no blog Trabalhosujo do Alexandre Matias. Reproduzo aqui a pergunta final dessa entrevista devido a genial resposta que só Drupat poderia formular.

Pergunta: Olhando uma enciclopédia, que deve ser a mais conhecida, no seu verbete, “en passant”, tem uma referência a tua participação no movimento tropicalista, e o resto é o teu lado erudito. Como é que você vê isso? De não haver o resgate desse teu lado mais intenso, esse lado sobre o qual conversamos aqui…

Resposta: Em uma enciclopédia, advinha o que o cara queria botar? Só quer botar coisas enciclopeidais (risos).

Dom Moreira

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Moraes Moreira é um dos melhores compositores que o Brasil já produziu. Sua criação artística foi rica em quantidade e qualidade.  Só no período pós Novos Baianos gravou mais de 20 discos autorais. Moraes Moreira é sempre atual pela capacidade de síntese musical.

Na minha lista dos 10 melhores álbuns da MPB Acabou Chorare está lá, nas primeiras posições. Como entender a música Brasileira moderna sem antes escutar a sonoridade de Brasil Pandeiro? E aquele violão "picado", sincopado que sempre acompanhou Moraes Moreira? Beleza pura.

Arrisco-me a dizer que a música de Moraes Moreira agrada sempre. Da sonoridade mais eletrônica como em De Repente até o recente A revolta dos ritmos. Agrada porque suas letras falam de um Brasil urbano e festivo, estão carregadas de imagens sociais envolventes, um convite a dança e a alegria.

Viva Dom Moreira!